Lily, uma menina de dez anos, foi rotulada de mentirosa desde o nascimento pela mãe, que confia numa suposta pulseira detectora de mentiras. Sempre que Lily fala a verdade — seja quando está com fome, machucada ou inocente —, a pulseira pisca em vermelho e dá choques brutais nela. Enquanto isso, sua irmã gêmea Ruby usa uma pulseira falsa que brilha em verde sem parar, mesmo quando incrimina Lily por furto e destruição. Cega pela pseudociência e pelo favoritismo, a mãe tranca Lily, ignora seu sofrimento e enche Ruby de carinho. Na véspera de Ano-Novo, Lily sofre uma ruptura do apêndice e implora por ajuda enquanto a pulseira dispara em vermelho; a mãe chama aquilo de birra, tranca-a sozinha e vai assistir aos fogos. Lily morre em agonia, escrevendo sua última verdade num diário antes de o corpo esfriar. Três dias depois, a mãe descobre o cadáver, o diário e o segredo cruel da pulseira: ela só detecta medo e dor, não mentiras. A pulseira verde “honesta” de Ruby é apenas um brinquedo sem valor. Vestindo a pulseira manchada de sangue, a mãe leva choques repetidos enquanto luzes vermelhas expõem suas próprias mentiras. Consumida pela culpa, ela enlouquece, tortura a si mesma e depois ataca a ardilosa Ruby, que é atropelada por um caminhão e fica incapacitada. O pai perde tudo e morre em desespero. No fim, a mãe morre agarrada ao diário de Lily, enquanto o espírito de Lily se liberta do pesadelo da pulseira e flutua para a paz eterna — sem mais dor, sem mais mentiras, apenas liberdade.